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Legalização de substâncias proibidas: Como isso pode acabar com o crime organizado

Atualizado: 25 de jul. de 2023


A legalização de substâncias proibidas é complexa. Enquanto alguns argumentam que a legalização pode combater o crime organizado e oferecer benefícios para a ciência e medicina, outros expressam preocupações sobre os riscos não comprovados.


Neste artigo, exploraremos diferentes perspectivas sobre o assunto e analisaremos como a legalização pode ser um fator decisivo no combate ao crime e na promoção da saúde pública.

Aumento do crime organizado e a importância da legalização:

Durante décadas, o crime organizado se beneficiou do mercado negro de substâncias proibidas. A alta demanda por essas substâncias gerou lucros astronômicos, financiando atividades criminosas e aumentando a violência. Ao legalizar essas substâncias, é possível desestabilizar o poder e os lucros sombrios do crime organizado, uma vez que o mercado legal regulamentado proporcionaria alternativas mais seguras e controladas para os consumidores.

Este artigo abaixo mostra como a proibição cria um mercado paralelo.

Durante a era da Proibição e a Lei Seca nos Estados Unidos, que ocorreu entre os anos de 1920 e 1933, a máfia se fortaleceu e se expandiu significativamente. A Lei Seca proibia a produção, venda e distribuição de bebidas alcoólicas no país, o que criou um mercado ilegal extremamente lucrativo para o álcool.

A máfia, composta principalmente por organizações criminosas italianas, aproveitou essa oportunidade para assumir o controle do mercado de bebidas alcoólicas. Eles estabeleceram redes de produção, transporte e distribuição de álcool ilegal, conhecido como "moonshine" ou "contrabando", e criaram locais secretos para a venda desses produtos, chamados de "speakeasies".

Essas organizações criminosas, lideradas por figuras como Al Capone em Chicago e Lucky Luciano em Nova York, tornaram-se extremamente poderosas e ricas devido ao seu controle sobre o comércio ilegal de álcool. Eles também se envolveram em outras atividades criminosas, como jogos de azar, prostituição e extorsão.

A máfia ganhou poder e influência durante esse período, corrompendo autoridades policiais, políticos e funcionários do governo. Eles utilizavam a violência e ameaças para proteger seus interesses e eliminar a concorrência. A era da Proibição foi marcada por uma guerra de gangues violenta entre as diferentes organizações da máfia, lutando pelo controle do mercado de bebidas alcoólicas.

No entanto, após a revogação da Lei Seca em 1933, o poder e a influência da máfia diminuíram gradualmente. O fim da proibição do álcool reduziu significativamente os lucros provenientes desse comércio ilegal, e as autoridades intensificaram seus esforços para combater as atividades da máfia. Embora a máfia ainda exista nos Estados Unidos, ela não possui mais a mesma influência e poder que teve durante a era da Proibição.

A cobrança de imposto sobre os produtos não aumentaria o preço como o mercado negro o faz, lembrando que mesmo com a legalização ainda sim havera o combate ao contrabando destes produtos sendo assim, não existe argumentos que os imposto geraram preços maiores doque os produtos nas mãos dos traficantes criminosos.

Impacto na saúde pública e pesquisa científica:

A legalização poderia permitir a realização de pesquisas científicas mais amplas sobre os efeitos dessas substâncias, bem como explorar seu potencial terapêutico. Plantas naturais e fungos proibidos podem conter compostos valiosos para a medicina, o que poderia levar ao desenvolvimento de tratamentos inovadores. Além disso, ao regulamentar a venda e uso dessas substâncias, é possível implementar medidas de saúde pública, garantindo a qualidade, segurança e educação adequada aos usuários.

Muitas das plantas e fungos proibidos foram objeto de pesquisa devido ao seu potencial valor para a ciência e medicina. Essas substâncias naturais podem conter compostos químicos com propriedades terapêuticas ou outros usos benéficos.

Um exemplo notável é o caso da cannabis, que tem sido objeto de extensa pesquisa para explorar seus componentes ativos, como os canabinoides, e seu potencial no tratamento de condições médicas, como epilepsia, dor crônica, esclerose múltipla e náuseas associadas à quimioterapia, entre outros.

Certos fungos, como os cogumelos psicodélicos contendo psilocibina, têm sido objeto de estudos científicos para entender seus efeitos no cérebro e seu potencial uso terapêutico em condições como depressão, ansiedade e transtorno de estresse pós-traumático (TEPT).

Hoje em dia, existem de fato produtos que são considerados proibidos em diferentes países, incluindo algumas plantas naturais e fungos. Essas proibições são baseadas em questões legais, de saúde pública, segurança ou outras razões específicas.

Um exemplo conhecido é a cannabis, uma planta que contém substâncias psicoativas e é proibida em muitos países. No entanto, é importante mencionar que as políticas em relação à cannabis estão mudando em vários lugares, e muitos países estão revisando suas leis e regulamentações para permitir o uso medicinal e recreativo da planta.

Existem outros produtos naturais, como certos tipos de cogumelos alucinógenos, que são proibidos em muitos países devido aos efeitos psicoativos que podem causar. Novamente, é importante observar que as leis variam de país para país, e em alguns lugares, essas substâncias podem ser legalmente controladas ou utilizadas para fins terapêuticos.

A legalização desses produtos poderia, de fato, ajudar a combater o crime organizado. Ao remover a proibição e regulamentar a venda e uso dessas substâncias, é possível eliminar o mercado negro associado a elas. Com a legalização, as transações seriam realizadas em um ambiente regulamentado, controlado e supervisionado pelo Estado, reduzindo significativamente a presença do crime organizado nesse setor.

Um dos principais motivos pelos quais o crime organizado se envolve com substâncias proibidas é o alto lucro gerado pelo comércio ilegal. A demanda por essas substâncias muitas vezes persiste, independentemente de sua proibição, o que cria um mercado clandestino onde organizações criminosas prosperam. A legalização poderia desencorajar essa atividade, uma vez que a disponibilidade legal desses produtos a preços competitivos reduziria o incentivo para buscar fornecedores ilegais.

A legalização permitiria a implementação de regulamentações que garantam a qualidade e a segurança desses produtos. As leis e regulamentações formalizadas poderiam estabelecer padrões de produção, distribuição e consumo responsáveis, minimizando riscos à saúde pública e proporcionando aos consumidores uma opção mais segura e controlada.

O álcool e o alcoolismo representam desafios significativos para a sociedade e podem contribuir para diversos problemas, incluindo a violência doméstica e outros tipos de crime. O consumo excessivo e descontrolado de álcool pode levar a comportamentos agressivos, impulsivos e violentos, afetando tanto o indivíduo quanto aqueles ao seu redor.

A relação entre o álcool e a violência doméstica é uma preocupação importante. Estudos mostram que o consumo de álcool está frequentemente presente em casos de agressão doméstica, com muitos incidentes ocorrendo sob a influência da substância. O álcool pode diminuir a capacidade de controle dos impulsos, aumentar a agressividade e distorcer o julgamento, tornando mais provável o envolvimento em comportamentos violentos.

Um dos benefícios potenciais da legalização é a redução do mercado negro associado às substâncias proibidas. Ao tornar essas substâncias legalmente disponíveis, com regulamentações adequadas, é possível desencorajar o comércio ilegal e desmantelar parte da infraestrutura criminosa que se beneficia do mercado negro. Isso pode levar a uma diminuição da violência e dos crimes relacionados a essas substâncias.

Em vez de criminalizar os usuários, é possível oferecer suporte, informação e tratamento adequado para aqueles que desenvolvem problemas relacionados ao consumo.

Bom esta ideia é ótima, mas a pergunta é porque não o fazem, simplesmente porque muitos dos que podem fazer estão envolvidos.

E você gostou, tem uma ideia diferente?

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